quarta-feira, 30 de maio de 2012

Mais Uma Pintura - Meu Coração Alado


Cansada de acordar cedo, de preparar tantas aulas, peças, obras de arte, de separar materiais, fazer pesquisas, estudar, estudar e estudar...todos os dias são assim. E sempre invento alguma coisa diferente. Mas é melhor estar cansada, acelerada com tantas idéias, tantos projetos , todos dando muito certo do que estar entediada...
Aih vem alguns aborrecimentos, que nos deixam ainda mais cansados... né...mas a gente sopra com a força do Eterno ... segue em frente ...esquece e tudo passa.
Viva o movimento!!!
Viva o turbilhão que está em mim...
Tudo isso é Fruto de Arte na Alma...Deus me fez assim...

Produzi por esses dias mais um obra de arte, ficou lindo, surgiu de uma proposta inicial tão diferente do resultado, e aih a pintura foi tomando vontade própria e se modelando por si só...
Resultado sucesso total.Amei.
Quadro Vendido pra uma pessoa muito especial, acho que não tinha lugar melhor pra minha obra ir morar...
Estou Feliz!!!

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Quem vive de Arte deveria Ler - A Bomba ou Manifesto Extremista

Me Identifiquei tanto, tanto, com esse texto, que ao começar a ler fui me encontrando a cada palavra, então entrei em contato com o autor, Davi Araújo para poder posta-lo aqui.

A Bomba ou Manifesto Extremista

É preciso uma Arte extrema. Quero um novo modelo, uma forma alternativa, mais possibilidades. Dor e sangue e sofrimento são necessários aqui. Falta o choque, o conflito, a luta do artista com a matéria ética é da boca pra fora. Vê-se agora o jornalismo substituir a História, que a História virou sermão. Impera a apatia. O mercado é o deus e o dinheiro o seu profeta, a loteria pode nos salvar. Não houve revolução nem apocalipse, ainda se aguarda pelos extra-terrestres, enquanto isso: o tédio. O niilismo é uma tendência razoável e prática, até prudente, mas não nos leva a nada. Consumimos e criamos ideais vazios o que em nada ajuda. A Civilização Ocidental tornou-se toda superfície, banal; a Oriental é exótica, um parque temático. Existem agora muitas mídias, nenhuma entrega; muitas fontes de inspiração, nenhum esforço; muitos gastos, nenhuma cultura. Peço aos intelectuais a atenção. Convoco os artistas à reflexão. Incito os críticos a formarem melhor o público. Conclamo ao público que exija mais. Há que se abrir novos caminhos criando uma perspectiva melhor. O modernismo acabou, se fragmentou, e nessa ruína estamos pós. Urge se criar uma nova Arte, novas formas e temas. Não falta material só substância. Perdeu-se o interesse pela renovação. Desde que se proclamou que tudo é Arte, que a Arte morreu e que em qualquer expressão humana há Arte, os artistas se acomodaram, estão tímidos diante dos artistas mortos e suas obras mortas. Este programa é um grito de desespero nos ouvidos de quem valoriza a Arte: enlouqueçam! A cena atual exige transformações sólidas para redefinir a Arte e recriar o fazer artístico; solidificando novos alicerces sobre o velho terreno da Arte. Preocupemo-nos com a qualidade da obra, aprendamos com a dúvida e com a falta de inspiração, reflitamos demoradamente para gerar algo diferente. Tornemo-nos atuantes, atuemos na transformação. O artista precisa, no mínimo, engajar-se na própria Arte, ele precisa de fé em seu labor, e laborar seu sacerdócio, o que vem a aprender com isso é o seu messias; religuem-se em si mesmos e sejam fiéis a própria inspiração. A vida esta todá errada, alguns vêem e não se manifestam; a realidade está acontecendo a despeito da Arte, a Arte acontecendo à margem da vida. Queiram logo repensar os acontecimentos e devolvê-los às pessoas refletidos, eis o nosso papel. Melhorem o mundo! Dêem ao povo alegria e sentimento! Ensinem a todos a ter mais discernimento! Mostrem-lhes como eles são... façam que pensem também. Permitam que discordem e instruam-lhes a duvidar. Levem às gentes o sonho, a esperança, a transformação. Derrubem os cânones antigos e os valores ultrapassados. É preciso beber dos clássicos e vomitar a novidade. O momento convoca os artistas a serem extremos. Aí estão as idéias. Criem, criem, criem! Acreditem nesses fundamentos ou em outros, mas façam algo. Artistas do mundo, muní-vos de inspiração e motivem-se à Criação! Explodam.
Arte: radical, marginal, violenta, libertadora, extrema, contundente, fundamental, engajada, anárquica, delinqüente, ilegal, experimental, revolucionária, alternativa, plural, detonadora, chocante, nova, caótica, inútil, múltipla, organizada, solta, subversiva, panfletária, desregrada, impossível.
A literatura extrema. Aplicada. Feita só de melhores e decisivos momentos. Sem encheção de lingüiça, sem conceitos embutidos, sem moleza e descanso para quem escreve ou lê ou analisa ou critica. Pensada inteiramente em cada vírgula. Despida de acessórios banais, repleta do essencial. Obra que leve em conta tudo o que não menciona. Um texto aberto, amplo, múltiplo. Que abarque tudo e também o nada. Com estética que fale do conteúdo e conteúdo que fale da estética. Abrangendo a vida e a Arte. Reflexo da época e da História, do autor e do público possível. Que se volte para si servindo a todos. A Arte quer o impossível e não teme o erro pois sempre é experimental. Compromisso:Eu não mais me deixarei prender por quaisquer gêneros literários. O que hoje se chama romance, uma invenção do século XIX, precisa evoluir para outra coisa; uma forma de texto mais livre, abolindo distinções entre prosa e poesia. Variado, precisa ser rico em formas e idéias. Não deve depender de enredo, coerência ou personagens; não se detém diante de nenhum maneirismo; pois é anticonvencional, sua singularidade é ser plural. É inteiro um conceito,um experimento controlado, o ensaio e sua crítica, seu próprio manifesto, seu duplo. O que poderá ser mais evidente ao Leitor do que a verossimilhança de meu narrador com um ser real? É quase o próprio autor mas não passa de um alter ego, sem deixar de ser tão semi-auto-biográfico como eu mesmo sou semi-ficcional. Cada fragmento é uma parte essencial do todo, e cada lacuna é um silêncio proposital sobre algo que não precisa ou não merece ser escrito. À medida que avança a leitura complica-se mais a compreensão, como num jogo, o prêmio só no final. Quero a Arte e dela parto para recriá-la num Livro, restando somente, uma vez escrito, lê-lo, para em seguida refazê-lo para relê-lo para fazê-lo de novo para...

Me chamou a atenção também a auto-descrição contemporânea do autor


Contato davis.eu@gmail.com






Poeta e/ou louco, não por ter perdido a razão, mas por ter perdido tudo, menos a razão. Sou o atávico modernete com espelhos nos olhos e labirintos nos ouvidos que flana cirandarilho a fumar espirais que mentaliza mentoladas. Desde a primeira vez que nasci leio em demasia àquilo que a reescrever Nada compreendo, analfabetização que inaugura minha fase autoral. Críptico empírico e amigo ambíguo, fiquei múltriplo, fiz-me e desfiz-me humano demasiados noves fora, resto eu: esfingédipo. Confesso que nunca me confessei, pois paripasso estreito ao largo de idealismologias e/ou idealogialismos, com um espírito incorreto, coração quase deserto e o futuro em aberto. Sólido e solitário, fiz da vida máscara, de cada lida verve em queda livre, vide a masturbação verborrágica desta ontologia fonética. Infelizmente estou feliz. Só peço ficções paralelas e visões para lê-las, pois acredito apenas na profaníssima trindade: Amor, Poesia e Liberdade.










terça-feira, 8 de maio de 2012

Feliz dia do Artista Plástico - 8 de Maio


Hoje é 8 de Maio dia do Artista Plástico - Parabenizo a todos com esta beleza que o grande Mestre Vicent Van Gogh nos deixou 


















- Noite estrelada -


 na minha opinião a mais bonita de todas.
Ainda na minha opinião, Vicent Van Gogh fora o mais artistas de todos, até em suas cartas para Théo, seu irmão, ele descrevia tons, formas e pigmentos... via e sentia através da cor.
Sua frase:
“É uma coisa admirável olhar um objeto e acha-lo belo, pensar nele, retê-lo, e dizer em seguida:  Vou desenha-lo, e trabalhar então até que ele esteja reproduzido.
Naturalmente, contudo, esta não é uma razão para que eu me sinta satisfeito com minha obra a ponto de acreditar que não precisaria melhora-la.  Mas o caminho para fazer melhor mais tarde é fazer hoje tão bem quanto possível, e então naturalmente haverá progresso amanhã.”
Vicent Van Gogh

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